O comboio de Auschwitz

No livro Railways: Their Rise, Progress and Construcion, o engenheiro Robert Ritchie arriscou uma profecia: «Os caminhos de ferro iluminarão os preconceitos e contribuirão para que os membros da grande família humana se conheçam melhor; tenderão assim a promover a civilização e a paz no mundo.» Estávamos em 1846. O Concerto da Europa já se desconcertava e cem anos mais tarde limpavam-se os destroços de uma civilização quase perdida. Serve isto como aviso aos incautos, aos deslumbrados da técnica e da ligação global e dos «comboios digitais», aos feiticeiros da «inovação»: o progresso é uma ilusão, a evolução é apenas adaptação, e estamos sempre tão perto da partir pedra novamente como de aterrar em Marte.

Carlos M. Fernandes

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