Paris (4)

Fechado o caso que o levou pelos caminhos de uma Barcelona em transição para a quimera progressista e salubre que é hoje, Pepe Carvalho recebe uma carta de Charo. ¿Recuerdas aquel viaje a París, Pepe? ¿Recuerdas lo mucho que hablé, lo poco que hablaste? ¿Recuerdas lo feliz que fui, lo poco feliz que tú fuíste? Carvalho envelhece e, entre repastos e borracheiras épicas, procura na eternidade das ruas de Barcelona ou nas hipóteses do mar e dos molhes o remédio contra a mortalidade e a solidão. Charo envelhece e procura apenas um porto seguro. Homem e mulher caminham em sentidos opostos e não têm mais do que o breve instante de malfadada glória durante o qual se encontram.

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