Paris

Na noite do dia 2 de Julho de 1931 Walter Starkie estava na estação de Orsay, Paris. Vinha de Dublin, após cumprir mais um ano académico no Trinity College, ia para Espanha, com um violino debaixo do braço e andrajos na bagagem. Pretendia viver com menestrel durante um mês, saltando de cidade em cidade, como um cigano e com os ciganos. Em casa, deixava mulher e dois filhos. E naquele comboio, naquela noite de Verão, sentado no chão de uma carruagem da terceira classe, sob um calor asfixiante comparável ao Calabouço Negro de Calcutá, provava o doce sabor da liberdade.

Paris, Novembro de 2011

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